A mudança na jornada de trabalho exigirá dos empresários mais do que uma simples alteração nas escalas. Será necessário repensar processos, dimensionar equipes e buscar alternativas que permitam manter a produtividade, a qualidade do atendimento e a competitividade dos negócios.
Diante desse novo cenário, algumas medidas práticas podem ajudar as empresas na adaptação.
1. Adotar o modelo 5×2 com folgas organizadas. A organização de cinco dias de trabalho e dois de descanso pode ser uma alternativa inicial para muitas atividades. Nas empresas que funcionam aos finais de semana, as folgas devem ser distribuídas de forma rotativa, garantindo a continuidade da operação.
2. Trabalhar com equipes alternadas. Especialmente na indústria, no comércio e nos serviços, a formação de equipes com horários e dias de descanso diferentes pode permitir a manutenção do funcionamento da empresa sem concentrar toda a operação nos mesmos dias.
3. Rever horários de funcionamento e produtividade. É o momento de avaliar processos, eliminar atividades improdutivas, investir em tecnologia e reorganizar tarefas. A redução da jornada precisa ser acompanhada de ganhos de eficiência.
4. Avaliar a necessidade de novas contratações. Em determinadas atividades, a reorganização das equipes poderá não ser suficiente. O empresário deverá calcular se será necessário ampliar o quadro de funcionários e qual será o impacto financeiro dessa decisão.
5. Valorizar a negociação coletiva. A construção de modelos adequados à realidade de cada atividade econômica deverá considerar os acordos e convenções coletivas, respeitando os limites constitucionais e as particularidades de cada setor.
A recomendação é que as empresas não aguardem a entrada em vigor das novas etapas para iniciar esse planejamento. A transição ocorrerá inicialmente para 42 horas semanais, em dezembro de 2026, e chegará a 40 horas em dezembro de 2027.
O fim da escala 6×1 representa uma mudança importante na organização do trabalho. O desafio empresarial será encontrar modelos que conciliem os novos direitos dos trabalhadores com a sustentabilidade econômica dos negócios.
Mais do que adaptar escalas, será necessário modernizar a gestão. Afinal, produtividade, planejamento e eficiência serão fundamentais para que as empresas continuem crescendo e gerando empregos nessa nova realidade.
Leia também: O fim da jornada 6×1 e seus impactos jurídicos e econômicos e o nosso guia de perguntas e respostas sobre a EC 141/2026 e o fim da escala 6×1.
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